"un pedacito del planeta que no pudieron no!"

Um cantinho do Brasil, orgulhosamente no Pampa Gaúcho, que quer fazer a diferença,
enxergando e discutindo problemas globais e discutindo e realizando soluções locais .
Mostrando postagens com marcador amigos de la tierra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos de la tierra. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rio + 20 + mudança social

Pagina 22


Sem objetivos claros na redução da desigualdade, é forte o risco de que a própria legitimidade da economia verde seja colocada em questão
analise_700O desequilíbrio metabólico da atual relação entre a sociedade e os ecossistemas muda radicalmente a natureza, o alcance e o significado da questão da desigualdade no mundo contemporâneo.  O principal desafio da Rio+20 não consiste em juntar economia verde e luta contra a pobreza.  Essa junção já está em curso e faz parte do business as usual, da forma corriqueira de se levar adiante os negócios públicos e privados.  O desafio fundamental é associar a construção da economia verde ao combate à desigualdade.  Além de seu óbvio fundamento ético e funcional, a luta contra a desigualdade adquire uma dimensão material inédita, da qual se podem citar dois exemplos vindos de importantes documentos internacionais recentes.
O primeiro refere-se ao uso dos recursos materiais necessários à reprodução social.  O International Resource Panel, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), publicou, há algumas semanas, o relatório Decoupling Natural Resource Use and Environmental Impacts from Economic Growth (Descasando o uso dos recursos naturais e os impactos ambientais do crescimento econômico).  Esse descasamento exprime – juntamente com a promoção do uso sustentável da biodiversidade – a essência da economia verde, ou seja, a urgência de reduzir o consumo dos materiais e da energia que se encontram na base da riqueza social.  Os resultados alcançados até aqui são, no mínimo, ambíguos.
Por um lado, cada unidade de riqueza é oferecida ao mercado sobre a base do uso decrescente de materiais.  Apesar desse avanço, entretanto, a extração de recursos da superfície terrestre cresceu oito vezes durante o século XX, atingindo um total de 60 bilhões de toneladas anuais, considerando-se apenas o peso físico de quatro elementos: minérios, materiais de construção, combustíveis fósseis e biomassa.
Amplia-se o uso de recursos não bióticos e, com eles, a poluição e as emissões de gases de efeito estufa.  O descasamento entre a produção de riqueza e sua base material, mesmo em economias avançadas como o Japão e a Alemanha, foi apenas relativo, pois em termos absolutos a pressão sobre os recursos aumenta.  Mas a informação que mais chama a atenção refere-se à desigualdade.  Um indiano que nascer hoje consumirá ao longo de sua vida o correspondente a 4 toneladas de materiais anuais.  Um canadense vai consumir 25.
Achim Steiner, diretor-geral do Pnuma, que prefacia o relatório, preconiza que, nos próximos anos, o consumo médio global, num mundo com mais de 9 bilhões de habitantes, terá de cair das atuais 9 toneladas anuais per capita para algo entre 5 e 6 toneladas.  A função da economia verde é estimular inovações que permitam a estas 5 ou 6 toneladas propiciar muito mais bem-estar e utilidades que as oferecidas hoje.  Mas somente um mundo com recursos infinitos poderia manter este nível de desigualdade e, ao mesmo tempo, satisfazer as necessidades básicas dos que estão hoje em situação de pobreza.
O segundo exemplo, na mesma direção, vem do World Economic and Social Survey, do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais do Secretariado das Nações Unidas, e tem por título The Great Green Technological Transformation (A Grande Transformação Tecnológica Verde).  O documento propõe que se estabeleça um limite para o consumo per capita de energia – 70 gigajoules por ano –, o que significaria cortar pela metade o gasto de energia do europeu médio e em três quartos o do americano.  Já o indiano teria amplo espaço para aumentar seu consumo primário de energia, que hoje é, em média, de 15 gigajoules.  Mas esse limite proposto refere-se à energia primária [1] e pode ser em grande parte compensado pela inovação, ou seja, pelo aumento na eficiência com que se usa a energia em todas as etapas anteriores à prestação dos serviços ou à produção dos bens e serviços a que se ela destina.
[1] Aquela que está disponível na natureza em estado bruto, tal como carvão, petróleo, gás natural, urânio, ventos, recursos hídricos e energia solar
O grande desafio do século XXI, assim, está na construção de um metabolismo social capaz de garantir a permanência e a regeneração dos serviços que os ecossistemas prestam às sociedades.  Mais precisamente, trata-se de chegar a um metabolismo industrial que reduza drasticamente o uso de carbono na base material e energética da sociedade e, ao mesmo tempo, ofereça oportunidades para que as necessidades básicas dos seres humanos sejam preenchidas.  Sem objetivos claros na redução da desigualdade, é forte o risco de que a própria legitimidade da economia verde seja colocada em questão.
É difícil imaginar tema mais importante para ocupar o centro da Rio+20.
*Professor titular do Departamento de Economia da FEA, do Instituto de Relações Internacionais da USP, pesquisador do CNPq e coordenador de Projeto Temático do Programa Fapesp de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sube el precio de los alimentos - El Salvador

Dr. Ricardo A. Navarro

Estos días nos hemos enterado por información brindada por la Dirección General de Estadística y Censos DIGESTYC, a los medios de comunicación que el precio de los alimentos está subiendo, aunque ya nos habíamos enterado antes a la hora de pagar por los mismos en el mercado o supermercado. La DIGESTYC habla que solo en lo que va del año el costo de los alimentos ha subido 5.32%, otras fuentes como la Asociación de Proveedores Agrícolas APA dicen que a la producción de frijol de este año le faltarán 700 mil quintales para satisfacer el consumo nacional que anda por 2.6 millones de quintales, lo que significa que el resto habrá que importarlo. APA sostiene que este déficit se debe a que el Ministerio de Agricultura y Ganadería MAG, apenas ha suministrado paquetes agrícolas para 40 mil manzanas de las 150 mil que se cultivan, también estima APA que de los 30 millones de quintales que se necesitan en el país para consumo domestico e industrial, solo se producirá la mitad.

Situaciones como estas ameritan un análisis a fondo de la realidad agrícola y alimentaria del país, buscando ante todo conocer sus causas fundamentales y no las aparentes causas inmediatas como puede ser la insuficiencia de paquetes agrícolas, a fin de establecer estrategias para hacerle frente a la problemática. La FAO acaba de publicar un documento donde analiza la volatilidad del precio de los alimentos y sus posibles causas y concluye que una de las causas fundamentales en el incremento de precios es el cambio en el uso de la tierra, ya que buena parte de lo que antes se utilizaba para producir alimentos ahora se utiliza para cosechas energéticas y esto hace que se reduzca la demanda mundial de alimentos y aumenten los precios.

Lo primero a comprender en la realidad agrícola y alimentaria nacional, es que estamos en presencia de un problema de carácter planetario, donde la globalización se encarga de transmitir los problemas de una parte del mundo al resto de países, aunque esa realidad siempre tenga particularidades propias en cada país y como es lógico, afectando con más fuerza a los sectores más vulnerables como es el caso de la hambruna que afecta a millones de personas en África. Otro elemento importante de comprender es que el problema alimentario, al igual que el precio del petróleo, tiende a incrementarse con el tiempo, en parte por la voracidad siempre creciente de las grandes corporaciones que comercian con alimentos y especulan con el hambre de los débiles y en parte también por la siempre creciente amenaza de la erosión de los suelos, el cambio climático y la erosión de la biodiversidad.

Para evitar que la realidad alimentaria en nuestro país llegue a Africanizarse, el gobierno debería considerarla como uno de los principales asuntos estratégicos y proponerse como meta producir alimentos en cantidad y calidad suficientes que permitan abastecer el consumo nacional y contar con una reserva estratégica de granos. Esa producción debe ser en pequeñas parcelas campesinas, distribuidas a lo largo y ancho del territorio, en forma que detenga y revierta la erosión de los suelos, incremente la biodiversidad y haga uso eficiente de recursos como el agua, además de producir sus propias semillas e insumos como fertilizantes y pesticidas, garantizando que esos alimentos sean propiamente distribuidos a costos accesibles a los sectores más vulnerables. En este esquema por supuesto no tienen cabida las grandes corporaciones agroindustriales, mucho menos aquellas que buscan monopolizar el proceso con aberraciones como los transgénicos. La amenaza es de sobrevivencia y más valdría actuar antes que sea demasiado tarde.